sábado, 31 de maio de 2008

Inovação é palavra de ordem no Dia dos Namorados

Central Press

Dia dos Namorados é, sem dúvida, a data mais romântica do ano. Além das tradicionais flores e jóias, outros presentes mais ousados podem surpreender a pessoa querida no dia 12 de junho. A chef de cozinha do hotel Deville Rayon, Manoella Buffara, dá uma "forcinha" para quem quiser preparar uma surpresa para o amado ou amada: uma refeição afrodisíaca, que, além de simples de preparar, é deliciosa.

"Manu" garante que em pouco tempo é possível preparar um jantar estimulante. A receita começa com uma entrada que leva ingredientes como pimentões, curry e pimenta. De acordo com a chef, quando colocados juntos, esses três elementos elevam a freqüência cardíaca e a sudorese, sensações semelhantes às experimentadas durante a relação sexual.

Além disso, a chef explica que todo o jantar afrodisíaco deve ter alguns destes ingredientes: figo, que é associado à fertilidade, frutos do mar, que contribuem para a formação da testosterona, e mel ou chocolate, que liberam endorfina, proporcionando uma sensação de bem estar. "O resultado é um prato colorido, perfumado e leve, exatamente como deve ser", diz Manoella.

E para quem pensa que vinho é a melhor opção para acompanhar o jantar, está enganado. O champanhe é a mais apreciada das bebidas. Sua propriedade afrodisíaca está relacionada com o exotismo que exerce e a atração do brinde especial. Para não ficar na rotina, a dica é misturar com suco de laranja natural, deixando a bebida com gosto estimulante. Outra opção é a caipirinha de champanhe com gengibre, feita como se fosse um coquetel. “Inove no acompanhamento. Abra uma garrafa de champanhe e coloque, sem medo, bebidas e ingredientes diferentes. Por mais que muitos não acreditem, o champanhe combina com tudo. Abuse da criatividade”, adianta a chef do Deville Rayon.

Para a noite de jantar a dica é abusar das cores instigantes, como o vermelho, preto, marrom e branco. "Para que um prato se torne afrodisíaco também é importante que tenha uma boa aparência, aroma e sabor agradável, estimulando os cinco sentidos. Assim, a imaginação cria um clima especial. A intenção é fazer com que as pessoas comam com os olhos a comida preparada”, brinca.

Como a dica é para um jantar preparado em casa e apenas para duas pessoas, colocar os pratos um do lado do outro para o casal ficar mais próximo é uma boa alternativa. “Tudo vale a pena para deixar o clima mais romântico”, finaliza.

RECEITA
Entrada

1 Ostra

1 Rolinho primavera (Harumaki)

1 Figo

1 Sorvete de canela

Pimentão

Aspargo

Pimenta calabresa

Curry

Açafrão

Modo de fazer:

A ostra é gratinada com curry e açafrão a gosto. Caso queira, outra opção é utilizar a ostra crua e temperada com limão e sal. O rolinho primavera é recheado com pimentão, aspargos e pimenta calabresa cortadas em pequenos pedaços, sua quantidade é reduzida, apenas o suficiente para rechear o rolinho inteiro. Como enfeite, espalhe açúcar de confeiteiro por toda a superfície do rolinho. Separe um figo, corte ao meio e despeje um pouco de mel. Para completar inclua uma bola de sorvete de canela para compor o prato.

Risoto

100g de arroz arborio

Tiras de limão siciliano e limão normal

Azeite de oliva

Queijo tipo mascarpone

Anchova

1 colher de cebola meia colher de chá de alho

1 copo de vinho branco

70% chocolate hidrogenado

30% chocolate ao leite

Modo de fazer:

Para iniciar deve-se fritar a cebola e o alho bem picadinhos até murchar. Colocar o arroz e deixar tostar, em seguida, acrescentar o vinho branco e esperar evaporar. A consistência do arroz fica a critério do cozinheiro, o importante é colocar conchas de água uma de cada vez, e não preencher a panela de água como se faz com o preparo do arroz normal. Para finalizar espalhe o mascarpone sobre o arroz para ficar cremoso.

Para montar o prato: picar bem as anchovas, espalhá-las no prato e em seguida colocar o arroz em cima. Para o enfeite: derreter o chocolate, colocar gengibre e em forminhas. Em uma hora o chocolate está pronto.


Curso de sushi

Cidades do Brasil

Na próxima segunda-feira (2) o Tatibana Japanese Cuisine oferece curso de Sushi, sob a coordenação do sushiman Hayashi. São apresentados os modos de preparo do arroz, como enrolar e cortar sushi, como fazer niguiri e dicas de cortes de sashimi. Além da parte prática, os alunos recebem teoria através da apostila “Curso Sushi Básico”, exclusiva da casa. São três dias de curso – segunda (2), terça (3) e quarta (4) de junho, das 15h30 às 17h30. O investimento é de R$ 175 por pessoa. Ao final, todos ganham uma esteira para enrolar sushi. Informações no 41 3016 8284.

SERVIÇO

O que: Curso de Sushi

Onde: Tatibana Japanese Cuisine - Rua Pasteur, 106 - Batel.

Quando: de 2 a 4 de junho das 15h30 às 17h30

Informações e reservas pelo 41 3016 8284.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Iogurte deixa o café da manhã e vira ingrediente de prato indiano


Agência Folha

Às margens do deserto de Thar, na Índia, ele é lassi açucarado e espesso, decorado com estigmas de açafrão. Já nas lanchonetes de Teerã e de Istambul, é ayran ralo e salgado, que acompanha o sanduíche de carneiro --o mesmo kebab com molho de iogurte vendido em biroscas de rivais gregos e turcos em São Petersburgo, Frankfurt ou Londres.

Em sua travessia pela Eurásia e pelo Atlântico, o iogurte conviveu com o carneiro, as saladas e as frutas vermelhas até, no Brasil, transformar-se em promessa de intestino regulado --"Se não funcionar, a Danone devolve seu dinheiro". Agora, ganha o espaço merecido nas mesas de São Paulo.
Não que falte mérito no discurso de saúde. Segundo a nutricionista do Hospital do Coração Isabela Pimentel, o iogurte é melhor que o leite para quem tem intolerância à lactose, pois já vem em parte digerido por bactérias. Também diminui as calorias ao substituir o creme de leite ou a maionese. Mas foi o olhar paulistano para o Oriente que levou o iogurte da geladeira para a panela.

Para todos
Desde o fim de janeiro, as paredes de vidro --e os jovens garçons com camisetas estampadas "Just Do E.A.T"-- convidam os modernos do Itaim Bibi à cozinha leve e eclética do e.a.t. Casual Food. No cardápio, o iogurte aparece no multicultural cuscuz marroquino de frango ao garam masala, do chef Fernando Corsi.

Mas, desde o ano passado no Kebab Salonu, Rodrigo Libbos já conduzia os modernos da Augusta pelos mundos gastronômicos árabe, hebraico, balcânico, turco, persa e indiano, por meio de seus denominadores comuns --kebab e iogurte. Seu döner reaproximou inimigos ao transformar o tradicional sanduíche turco num wrap de carneiro grelhado, salada e coalhada seca enrolados no lavosh, pão-folha armênio. Para acompanhar, trouxe o ayran de hortelã, em que iogurte batido com cinco folhinhas de hortelã e uma pitada de sal é diluído na água com gás.

Não demoraria para o Turquistão paulistano chegar à esfera do shopping center. O Kosebasi, rede mundial de restaurantes turcos, oferece como entrada o kösheganush --patê de berinjela temperada com coalhada seca e tahini-- e o cacik, originalmente uma sopa gelada de iogurte com óleo de oliva, alho, pepino, dill, hortelã e vinagre, porém mais consistente no Kosebasi, ao substituir o iogurte por coalhada seca.

Neste domingo, o chef indiano Dinesh Rajput reassume o Govinda, primeira casa onde trabalhara ao chegar em São Paulo, em 2007. Da Caxemira, o restaurante-bazar traz o roghan gosht, um curry de cordeiro que leva iogurte no molho. Já no murgh mumtaz do Delhi Palace, o iogurte é usado para marinar cubos de frango, depois levemente assados e cobertos com creme de leite e molho de tomate.

Coalho
"Uma coisa é iogurte, outra coisa é coalhada", diz Beto Isaac, dono do restaurante Arabesco, que, junto aos pratos sírio-libaneses mais populares, serve o shih barak, massa assada com recheio de carne e mergulhada na coalhada fresca.

Segundo Walkiria Viotto, da faculdade de engenharia de alimentos da Unicamp, a diferença são as bactérias utilizadas para a fermentação, que, no caso do iogurte, produzem o acetaldeído, componente que define seu sabor.

"A coalhada é um dos mais polivalentes elementos da culinária árabe", diz Isaac. "O árabe começa a manhã com uma coalhada fresca. No almoço, come a mijadra [arroz com lentilha] com coalhada ou o homus e quibe --com coalhada seca. No lanche da tarde, toma coalhada com alguma calda. À noite, pode achar o quibe cru indigesto. Então, come mais coalhada."

Mercado Municipal é opção para profissionais de gastronomia


PMC

O Mercado Municipal de Curitiba, com sua diversidade de produtos, é um local com diversas opções para profissionais de gastronomia. Nesta quarta-feira (28), o chefe de cozinha alemão Glaab Tim, de passagem por Curitiba, aproveitou a oportunidade para conhecer de perto este espaço tão simbólico da gastronomia paranaense. "É um dos melhores mercados que já vi", disse.

Em seu país, Tim é um dos praticantes da chamada "nova cozinha alemã", e já elaborou menus diferenciados para muitos restaurantes. Em seu currículo também constam passagens em hotéis, transatlânticos, e estágios de cozinha internacional em diversas partes do mundo, como México e China. É mestre cozinheiro desde 1998, e atualmente gerencia o hotel "ÖLMÜHLE", em Frankfurt, além de fazer parte da Associação Alemã de Cozinheiros.

Em sua visita ao Mercado, o mestre aproveitou para conhecer novos sabores e iguarias regionais. Algumas coisas que são absolutamente normais para nós, são novidades para ele, como o pinhão, a fruta do conde e a semente de linhaça. Como a maioria dos estrangeiros, ele ficou espantado com a imensa variedade de aromas, sabores e texturas que compõem a diversidade de produtos comercializados nas várias lojas e boxes.

Alguns permissionários com conhecimento do idioma inglês ou alemão, como a descendente de alemães Isabel Schimer, tiveram a oportunidade de conversar com o chefe, sempre muito simpático e atencioso com todos. As paradas eram constantes, pois em cada banca o olhar profissional do cozinheiro encontrava algo novo ou interessante. O chefe deve ficar em nossa cidade até a segunda quinzena de junho, realizando cursos de gastronomia pela Suinosul - Associação de Suinocultores da Região Sul do Paraná. Tim visitou o mercado acompanhado de Carlos Geestorf, da (Suinosul).
Estão programadas também viagens para Santa Catarina e Foz do Iguaçu.

"O interesse pelo Mercado Municipal demonstra a credibilidade deste importante para a culinária internacional", disse o secretário municipal do Abastecimento, Norberto Ortigara.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Refeição no shopping com toque oriental


Rede de fast food Sushiaki Japanese Food abre terceira loja em Curitiba, no Shopping Palladium, com opções saudáveis e acessíveis da culinária japonesa

Cidades do Brasil

Depois da praça de alimentação dos shoppings Mueller e ParkShopping Barigui, a rede de restaurantes especializada em culinária japonesa Sushiaki Japanese Food acaba de ganhar mais uma filial no Shopping Palladium, o novo empreendimento comercial de Curitiba. Comandada pelos empresários Ener Komagata e Rafael Mazur, a nova sede do Sushiaki é a maior entre as três de Curitiba. O diferencial é que o restaurante possui um espaço interno reservado da praça de alimentação, que comporta 16 pessoas sentadas, para quem quer degustar as refeições com mais tranqüilidade.

Com o objetivo de oferecer, de forma acessível e desmistificada, opções da culinária japonesa, o cardápio elaborado por Andréa Yuri Ido tem os pratos orientais mais clássicos, servidos de maneiras variadas, como os combinados de sushi e sashimi. Entre a variedade de pratos quentes, também estão no cardápio o teppanyaki e o yakisoba. As bebidas também levam componentes tipicamente japoneses, como o saquê, presente na saqueirinha de frutas do restaurante. Elementos com temáticas orientais também compõem a decoração do ambiente, assinada pelos arquitetos Nogara & Saldo, mesclando a tradição com a modernidade, como fazem os próprios japoneses.

SOBRE O SUSHIAKI

O restaurante surgiu em 2005, ainda como um quiosque no Shopping Curitiba. Percebendo o aumento da demanda pela culinária japonesa, e a falta de opção de empreendimentos desse segmento em shoppings, os empresários Yoon Young Kim e Roni Marcos de Oliveira abriram a primeira sede do Sushiaki, no Shopping Mueller, em abril de 2007. No mesmo ano, em outubro, a rede se expandiu, com a abertura da filial no Balneário Camboriú Shopping, em Santa Catarina, sob o comando de Nayana Tarasconi e Evelyn Dunderdale. Já em novembro, o restaurante ganhou mais uma loja em Curitiba, no ParkShopping Barigui, gerida por Ener Komagata e Rui Takashi Hasegawa Junior. Komagata também comanda o Tatibana Japanese Cuisine, no Batel.


NÚMEROS

A rede gera em torno de 20 empregos por loja e deve chegar próximo à marca dos 140 empregos diretos, com a previsão da abertura de mais duas lojas até o final do ano.


SERVIÇO

O que: Nova sede do restaurante Sushiaki Japanese Food

Onde: Palladium Shopping Center - Avenida Kennedy, 4.121 - Portão

Horários de funcionamento: De segunda à sexta das 11h às 23h, sábados das 10h às 23h e domingos das 11h às 22h.

Jantar especial com culinária Franco-Suiça para o Dia dos Namorados

Cidades do Brasil

O Dia dos Namorados está chegando e quem quiser comemorar a data com um jantar especial a dois já deve começar os preparativos, que incluem as concorridas reservas em restaurantes de Curitiba.

Uma das opções é o jantar preparado exclusivamente para os casais apaixonados no restaurante de culinária franco-suíça Petit Château, que já está com reservas abertas para o dia 12 de junho. Em meio ao clima romântico e aconchegante do local, os casais são recebidos com uma taça de espumante, desfrutam jantar em mesas decoradas com rosas e velas e curtem música ao vivo de violino e violão, ao melhor estilo das tradicionais serenatas de amor.

O menu preparado pela chefe de cozinha Andréa Pleti oferece o Festival de Fondue, que foi incrementado para a data. Estão incluídas a fondue de queijo, com acompanhamento de pães, batatas e pão de queijo; fondue de carne, com mignon, lombo suíno, peito de frango, peixe e camarão, com doze tipos de molhos; e para a sobremesa, as fondues de chocolate preto, branco e caramelo, com sete tipos de frutas, marshmellows e waffles. Para encerrar o romântico jantar, o casal leva para casa uma rosa e um chocolate como recordação da noite. O investimento é de R$ 178 o casal. Informações e reservas pelo 3372-0003.


SERVIÇO

O que: Jantar especial para o Dia dos Namorados

Onde: Restaurante Petit Château - Rua Manoel Ribas , 5039 - Santa Felicidade - 41 3372 0003

Quando: dia 12 de junho, quinta-feira, a partir das 19h

Quanto: R$ 178 o casal

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Bolinho de arroz: difícil comer um só


Agência Folha

Arrisque entrar no Ritz durante o almoço ou o jantar e, discretamente, tente encontrar uma ou duas mesas que não estejam devorando o célebre bolinho de arroz da casa. É difícil.

Servido em porções de seis e dez unidades ou acompanhando os famosos hambúrgueres do restaurante, o bolinho é o preferido de muitos de seus freqüentadores, que incluem descolados e celebridades como Regina Casé, Paulo Borges e Mariana Weickert.

Alguns vão ao charmoso local --seja no Itaim, seja nos Jardins-- apenas para comer aquela massa crocante, de textura provocante (com os grãos inteiros), entremeada de ervas e parmesão e servida com um molhinho agridoce cuja receita não é revelada nem sob juras de morte.

Quitute de mãe Embora esteja no time do pudim de leite, da macarronada e da canja de galinha, aquelas receitas que resgatam sabores de infância, o bolinho do Ritz vence o arraigado sabor dos bolinhos de avós e mães até de outros Estados. "Nunca comi um bolinho igual. Já venho do Rio pensando em passar aqui para comê-lo. É o melhor!", diz a fotógrafa carioca Kika Cunha, 37, que jantava no restaurante no último fim de semana.

Contido, o gerente de marketing industrial Robert Glerean, 37, diz que é "quase" melhor que o de sua mãe. "É, tem o do Ritz e o da minha mãe, mas esse é sequinho e nada gorduroso."

Com o alto movimento da badalada casa, que chega a ter espera de uma hora e meia no fim de semana, o bolinho alcança uma média de 50 mil unidades/mês --a média de bares como o Filial, um dos mais movimentados da Vila Madalena, por exemplo, não chega a 4.000 unidades/mês.

Além do tal molhinho, chamado de "relish", um dos segredos do sucesso é usar os grãos inteiros, explica, com reservas, a gerente do Ritz Itaim, Roseli Crochiquia, 50, espécie de guardiã da receita criada pela sócia da casa, Maria Helena Guimarães. O subgerente de produção, Gilberto Costa, 32, complementa: "É importante deixar a massa descansar pelo menos uma hora antes de servir e fritar um a um".

As dicas podem até ajudar, mas a tarefa de tentar copiar o petisco é ingrata. O difícil mesmo, no entanto, continua sendo ir até lá e comer apenas um.